A plataforma tecnológica PAYLOG será lançada, oficialmente, nesta quarta-feira, 24 de julho. PAYLOG nada mais é que um mecanismo que visa facilitar a relação entre o Estado e os seus fornecedores/prestadores de serviços no que concerne ao tempo do pagamento das suas obrigações.

Vai criar um mercado de compra e venda dos direitos e obrigações onde podem intervir as instituições de crédito e as sociedades financeiras - a banca.

O evento acontece às 16 horas na Sala de Conferências do Ministério das Finanças, Plateau. Será presidido pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Dr.Olavo Correia.

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Número é o menor desde 2016. O inquérito também estima que 81,8% dos agregados familiares cabo-verdianos têm pelo menos um aparelho de televisão, enquanto o uso de telefone fixo e rádio cai.

O número de cabo-verdianos com acesso a telemóvel atingiu em 2018 mínimos dos últimos três anos, com mais de 70% da população a ter pelo menos um equipamento, enquanto o acesso à internet é cada vez mais generalizado.

Os dados constam do relatório IMC sobre o acesso e utilização das tecnologias de informação e comunicação, relativo a 2018, agora concluído pelo INE e ao qual a Lusa teve acesso nesta terça-feira.

O IMC 2018 estima que 70,4% dos indivíduos com idade igual ou superior a 10 anos de idade possuíam, no final do ano passado, um telemóvel. Em 2014, esse registo foi de 65,1%, chegando aos 72,4% em 2016 e aos 74,2% no ano seguinte.

Por outro lado, o inquérito realça que quase um quarto (22,1%) das crianças cabo-verdianas com idade compreendida entre os 10 e os 14 anos possuíam, no final de 2018, um telemóvel pessoal.

Já o acesso ao telefone fixo acentuou as quebras no último ano, estando presente, segundo o levantamento do INE, em apenas 20,7% dos agregados familiares em Cabo Verde.

“O telefone fixo vem caindo em desuso com o passar dos anos”, reconhece o estudo, ao assinalar que entre 2014 e 2018 a proporção dos agregados familiares que possuíam telefone fixo sofreu um decréscimo de 10,3 pontos percentuais.

O IMC 2018 refere ainda que 37% dos agregados familiares em Cabo Verde possuíam pelo menos um computador (incluindo equipamentos portáteis). Contudo, este número é muito superior no seio da população urbana, com um peso de 45,8%, contra os 17,3% de incidência no meio rural.

Dos 156.582 agregados familiares estimados pelo IMC 2018, o INE projeta ainda que 70,1% das famílias cabo-verdianas têm acesso à internet em casa. Globalmente, o estudo aponta que nos últimos cinco anos a proporção de agregados familiares com acesso à internet em casa aumentou “consideravelmente”, equivalente a 37,9 pontos percentuais. Em 2014, a incidência do acesso à Internet era de apenas 32,2% da população.

O estudo refere que o principal meio de acesso à Internet, em casa, é o telemóvel, equivalente a 67,8% dos agregados familiares. Os restantes serviços de acesso à Internet “apresentam valores pouco expressivos”. Nomeadamente, 9,2% das famílias recorrem a placa 3G, 7,3% ao serviço ADSL e 1,9% através de praças digitais.

É ainda referido que 0,6% das famílias cabo-verdianas acedem à internet “através da rede do vizinho”.

Os cabo-verdianos que utilizam a internet fazem-no na sua maioria (71,6%) todos os dias e mais de metade (57,1%) despendem um tempo igual ou superior a cinco horas semanais.

No sentido oposto, a maior parte (54,2%) dos indivíduos com mais de 10 anos que não acedem à internet assumiram que não a sabem usar, como justificação.

Televisão e rádio. Dos 156.582 agregados familiares estimados pelo IMC 2018, o INE projeta que 46,4% possuíam um aparelho de rádio, percentagem que é maior nos agregados urbanos (50,1%), contra os 38,3% dos agregados do meio rural.

Os dados dos últimos anos, refere ainda o estudo, “mostram que a posse de rádio nos agregados familiares tem sido cada vez menos frequente”, tendo descido 16 pontos percentuais entre 2010 e 2018.

O inquérito estima ainda que 81,8% dos agregados familiares cabo-verdianos possuíam pelo menos um aparelho de televisão. Esta incidência é maior no meio urbano, com 86,0%, face ao meio rural, que apresenta uma percentagem de 72,2%.

Já o acesso à televisão multicanal, por assinatura, cabo ou via satélite, “é um privilégio para 23,5% das famílias cabo-verdianas”, lê-se no mesmo relatório.

A posse de televisão e o acesso à televisão multicanal nos agregados cabo-verdianos apresenta tendência crescente nos últimos cinco anos, de acordo com o mesmo relatório, subindo, respetivamente, 4,4 e 14,1 pontos percentuais.

Para o IMC de 2018, segundo o INE, foi utilizada uma amostra de 9.918 agregados familiares, selecionados de forma aleatória e independente dentro de cada concelho do país, respeitando a representatividade a nível nacional, por meio de residência e concelho, traduzindo-se num total de 543.492 indivíduos distribuídos em 156.582 agregados familiares, a nível nacional.

LUSA

O vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia fez saber hoje, 23 de julho que parte da infra-estrutura do Projecto da Zona Económica Especial de Tecnologia estará fechada em 2020.

O governante fez essas considerações em declarações à imprensa após presidir, na Cidade da Praia, o workshop “Promovendo a 5ª Geração de Comunicações Móveis em Cabo Verde” organizado pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), em parceria com a multinacional Huawei.

“Vamos agora no quadro do Orçamento do Estado para 2020 começar a criar as condições”, disse o ministro, afirmando que “o projecto está em curso” e que “ficará fechado em 2020, toda a parte da infra-estrutura”.

A seguir, disse, vai-se trabalhar numa agenda com uma equipa técnica dedicada para que se possa atrair grandes empresas tecnológicas, por um lado, mas também criar, por outro, um ecossistema para que as start-ups e jovens cabo-verdianos possam ter oportunidades de financiamento, apoio empresarial, comissão de espaço, acesso mais barato à internet, para que também possam inovar e criar soluções para servir melhor Cabo Verde.

“Nós temos o parque tecnológico aqui na Praia e em São Vicente, que vai começar, e vamos criar as condições para que possamos atrair empresas de grande porte tecnológico e permitir que os jovens cabo-verdianos tenham acesso a novas oportunidades”, reforçou.

A obrigação do governo, afirmou Olavo Correia, é de criar oportunidades para que os jovens tenham novas oportunidades de emprego e de rendimento qualificado e bem remunerado, nas tecnologias, no sistema financeiro, nos transportes aéreos, nos transportes marítimos e na plataforma industrial e comercial para que o país tenha uma economia diversificada, mas criadora, permanentemente de novas oportunidades.

“O Estado cria oportunidades, facilita, mas é cada um de nós, com o suor do seu esforço, com o seu trabalho e sua educação, com a sua qualificação própria profissional, com o seu engajamento e com o seu esforço quotidiano é que vai mudar a sua vida e a vida do nosso país”, reforçou.

Mais à diante, o ministro das Finanças alertou que Cabo Verde deve ter qualidade porque o mundo é competitivo a nível global “e se o país não tiver qualidade não poderá vender”.

“Temos de ter qualidade. Tendo qualidade está tudo à nossa disposição para sermos, milionários, multimilionários, para fazermos de nós cidadãos melhores, mas também para fazermos do nosso país um país melhor”, enfatizou.

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Cabo Verde quer estar entre os primeiros países da África a implementar a tecnologia de quinta geração (5G), disse, nesta terça-feira, 23 de julho, na cidade da Praia o vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia.

O governante falava à imprensa após presidir, na cidade da Praia, ao workshop “Promovendo a 5ª Geração de Comunicações Móveis em Cabo Verde” organizado pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), em parceria com a multinacional Huawei.

Para alcançar este feito, Olavo Correia avançou que o Governo de Cabo Verde está a contar com o apoio da China e, em particular, da Huawei, uma empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações sediada na cidade de Shenzhen, província de Guangdong, na China.

“Nós em muitas áreas não temos competência e não temos curva de experiência e nós não podemos esperar 20 anos ou 15 anos, até que os nossos jovens tenham estas competências”, justificou o governante, acrescentando que é por isso que procurou a Huawei para o estabelecimento de um acordo estratégico a médio prazo para fazer de Cabo Verde uma nação digital e para se introduzir no arquipélago, de forma faseada, programada e progressiva, o 5G.

Segundo fez saber Olavo Correia, os técnicos vão analisar o assunto e vão propor ao Governo qual seria a melhor forma de abordar a matéria para que se possa introduzir, “tão cedo quanto possível”, o 5G em Cabo Verde.

“Essa é a mudança que o país precisa. Velocidade, proximidade no serviço, eficiência e transparência na gestão que a tecnologia vai permitir. E nós Governo queremos fazer de Cabo Verde uma nação digital”, frisou.

Questionado se esta é uma altura para se falar em 5G, quando mal ainda se está a iniciar o 4G, Olavo Correia responde que “a velocidade hoje é uma questão chave”.

“Nós temos que nos adaptar ao contexto e à velocidade do mundo. Nós não podemos ajustar o mundo à nossa velocidade, nós é que temos de ajustar a nossa velocidade à velocidade do mundo”, frisou.

Conforme defendeu o governante, “os cabo-verdianos têm de acelerar o passo”.

“Se nós queremos uma vida melhor, queremos ter melhores rendimentos, mais oportunidades, não podemos continuar com a velocidade, produtividade e qualidade de ontem”, alertou o ministro, acrescentando que “isto está tudo descontinuado” e que é preciso mudar a abordagem.

O objetivo deste workshop é, justamente, juntar os stakeholders do setor das comunicações, nomeadamente, o Governo, os operadores, o setor privado e as aca...demias, para refletirem sobre este ambicioso desafio de lançamento da 5ª G, neste arquipélago.

Do programa do evento, constam as intervenções das operadoras CV-Telecom e Unitel T+, do NOSI, da Direcção-Geral das Telecomunicações e Economia Digital e da Huawei, que irão partilhar as suas perspetivas sobre a implementação do 5G.

Além da presença do Presidente da Huawei para Região Norte e Oeste de África, o workshop conta, ainda, com a presença do Vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, que, na ocasião, preside o ato de abertura desta atividade.

Com este evento, a ARME pretende lançar as bases da 5G em Cabo Verde e, concomitantemente, avaliar a possibilidade de implementação de um projeto-piloto que, além de servir de teste à esta nova geração de comunicações móveis no nosso país, permite, igualmente, ensaios de serviços e aplicações inovadoras.

A Sociedade Interbancária e Sistemas de pagamentos - SISP, vai construir no Castelon Vale um novo edifício sede.  A infraestrutura  será edificada numa área com cerca de 2.500 m2, numa arquitetura funcional, icónica, ambientalmente e energeticamente sustentável onde uma parte do edifício albergará zonas de alta segurança, designadamente

  • um Data Center Tier IV
  • um Centro de Personalização de Documentos Eletrónicos, certificado pelas normas PCI-Payment Card Industry e ICAO e-Passport Security Standards, que constituirão as duas áreas mais críticas e importantes do edifício.

Castelon Vale é uma zona imobiliária tecnológica complementar ao Parque tecnológico, perto de zona de aeroporto, da zona industrial de Achada Grande e do porto da Praia. O projeto “Castelon Vale” foi desenvolvido em conjunto com a Câmara Municipal da Praia, tem como lema transformar “Real Estate to Brain Estate” e visa aproveitar a vizinhança do Parque Tecnológico para criar um Loteamento destinado a acolher empresas.

O projeto do Parque Tecnológico de Cabo Verde está actualmente em construção prevendo-se a sua conclusão em meados de 2020. Está avaliado em cerca de 32 milhões de Euros, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), mais uma contrapartida do Estado de Cabo Verde em cerca 4 milhões de Euros. Comporta a construção de Centros de negócios, de incubação, de Certificação e formação, edificico admnistrativo, auditório civico, Data Center e Centro tecnológico em São Vicente.

Conheça o projeto Castelon Vale e Parque Tecnologico de Cabo Verde em: https://www.youtube.com/watch?v=fphMYh7IQdk

 

Além de competências técnicas inerentes ao estágio, os estagiários do NOSiAkademia têm participado, semanalmente, do programa de desenvolvimento “Soft Skills”. Trata-se de um conjunto de sessões, ministradas por especialistas, que visa potenciar o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, e os habilita a estarem mais preparados para o desempenho das suas funções durante o estágio e para quando estiverem inseridos no mercado de trabalho.

Durante as sessões vários temas são tratados: Comunicação eficaz; Pensamento criativo; Resiliência; Empatia; Trabalho em equipa; Liderança

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A primeira reunião teve lugar, na tarde desta terça-feira, 16 de julho, com o Assessor Especial do Primeiro Ministro e o Consultor Especialista.

 

segunda, 15 julho 2019 15:58

INPS lança novo portal digital

O Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) lançou hoje, 15 de julho, na Cidade da Praia, o novo portal digital - www.inps.cv - para, segundo a presidente do conselho executivo (PCE), Orlanda Ferreira, aproximar a instituição dos seus beneficiários.

“Há um conjunto de prestação de serviços prestados pelo INPS que passarão a ser feitos através deste nosso portal, que é muito dinâmico e seguro”, garantiu a PCE do INPS, acrescentando que isto “vai mudar as relações” da instituição com o público utente do seu serviço.

Tendo em conta a protecção dos dados pessoais dos utentes do INPS, cujos registos revelam cerca 235 mil, de acordo com Orlanda Ferreira, é preciso “muito cuidado”, mas, adiantou, que cada beneficiário terá o seu log in para aceder ao portal e obter as informações de que necessita, por exemplo, fazer uma inscrição nos serviços de protecção social.

Por sua vez, o ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, que presidiu à sessão da cerimónia de abertura do lançamento do portal, congratulou-se com a iniciativa que, na sua perspectiva, garante a “modernização e a rapidez” da informação, de modo a permitir que fiquem cientes dos seus direitos e deveres.

Top 10 emerging technologies for 2019

As tecnologias na lista, com curadoria de membros da Rede de Especialistas do Fórum Econômico Mundial são selecionadas em relação a vários critérios. Além de prometer grandes benefícios para as sociedades e economias, eles também devem ser disruptivos, atraentes para investidores e pesquisadores, e devem ter alcançado escala considerável dentro de cinco anos.

 

“Da desigualdade de renda à mudança climática, a tecnologia terá um papel fundamental na busca de soluções para muitos dos desafios que o mundo enfrenta hoje. As tecnologias emergentes deste ano demonstram o ritmo acelerado da inovação humana e oferecem um vislumbre de como será um futuro sustentável e inclusivo ”, disse Jeremy Jurgens, diretor de tecnologia do Fórum Econômico Mundial.

 

“As tecnologias que estão surgindo hoje em breve moldarão o mundo amanhã e no futuro - com impactos nas economias e na sociedade como um todo. Agora que estamos bem na Quarta Revolução Industrial, é fundamental que discutamos e garantamos que a humanidade seja servida por essas novas inovações, para que possamos continuar a prosperar ”, disse Mariette DiChristina, Editora-chefe da Scientific American, e presidente do Comitê Diretor de Tecnologias Emergentes.

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